Em 2021, Ed Sheeran sentou num podcast e explicou criatividade de um jeito que nenhum guru de produtividade jamais conseguiu.

Não usou frameworks. Não citou estudos. Não fez lista de dicas.

Usou uma torneira.

"Quando você abre uma torneira que ficou parada por muito tempo, primeiro sai água marrom. Suja. Nojenta. Você não bebe aquela água. Mas também não fecha a torneira. Deixa correr. Porque sabe que, eventualmente, a água limpa vai aparecer."

Sheeran compunha assim.

Sentava. Escrevia uma música ruim. Depois outra. Depois mais uma.

Não tentava ser genial. Tentava esvaziar o cano.

Ele sabia que as primeiras músicas seriam lixo. Contava com isso. Porque depois de 5, 10, 15 músicas descartáveis, aparecia uma que fazia o cabelo arrepiar.

"Shape of You" não nasceu de um lampejo. Nasceu de centenas de músicas que você nunca vai ouvir.

Agora olha para a sua newsletter…

O que você faz quando senta para escrever e a primeira ideia é ruim?

A maioria dos criadores faz uma de duas coisas:

1 - Publica a água suja. Manda o email com a primeira ideia que apareceu. Rasa. Óbvia. Igual a de todo mundo.

2 - Ou fecha a torneira. Desiste. "Hoje não estou inspirado." Empurra para amanhã. Amanhã vira semana que vem. Semana que vem vira nunca.

Nos dois casos, a água limpa nunca chega.

Não porque ela não existe.

Porque ninguém teve paciência de esperar.

O Cemitério das Primeiras Ideias

Em 2015, dois pesquisadores da Northwestern University fizeram um experimento simples.

Brian Lucas e Loran Nordgren pediram que voluntários gerassem ideias criativas para resolver um problema. Depois de alguns minutos, perguntaram:

"Se você continuasse pensando, as próximas ideias seriam melhores ou piores que as primeiras?"

Quase todo mundo respondeu a mesma coisa: piores.

"Já dei minhas melhores ideias. Agora só vai piorar."

Então, os pesquisadores pediram que continuassem mesmo assim.

Sabe qual foi o resultado da pesquisa?

As ideias das rodadas finais eram sistematicamente mais criativas que as primeiras.

Não um pouco mais. Significativamente mais.

Lucas e Nordgren chamaram isso de "subestimação da persistência criativa."

Em termos simples: seu cérebro mente para você. Ele diz que acabou quando, na verdade, está apenas começando.

As primeiras ideias que aparecem na sua cabeça são as mais acessíveis. As que estão na superfície. As que qualquer pessoa teria.

Pensa assim:

Suas primeiras ideias são a primeira página do Google. Todo mundo já viu. Todo mundo já clicou. Não tem nada de novo ali.

As ideias que realmente diferenciam estão na “página 5”… Onde ninguém tem paciência de chegar.

Agora aplica isso na sua newsletter.

Você senta para escrever. Pensa no tema. A primeira ideia aparece em 30 segundos.

E você a agarra. Aliviado. "Pronto, achei o ângulo."

Só que aquele ângulo é o mesmo que outros 50 criadores do seu nicho também tiveram. Porque é o óbvio. O acessível. A água suja.

O criador que para na primeira ideia, acaba escrevendo a newsletter que todo mundo já leu.

Quem insiste mais 20 minutos encontra o ângulo que ninguém viu. A única vantagem dele? Paciência.

Ficou sentado tempo suficiente para a água limpa aparecer.

A diferença entre uma newsletter ignorada e uma que o leitor encaminha para um amigo raramente está no tema.

Está na camada em que você parou de cavar.

E cavar fundo exige uma coisa que ninguém quer dar: tempo depois do desconforto.

A Restrição que Liberta

Em 1960, um editor chamado Bennett Cerf fez uma aposta com Theodor Geisel.

Cinquenta dólares.

O desafio: escrever um livro infantil inteiro usando apenas 50 palavras diferentes. Cinquenta. Não quinhentas. Não duzentas. Cinquenta.

Geisel aceitou.

O resultado foi "Green Eggs and Ham", um dos livros mais vendidos da história. Mais de 8 milhões de cópias. Traduzido para dezenas de idiomas. Lido por gerações inteiras de crianças.

Tudo nascido de uma restrição absurda.

Quem conhece Geisel, conhece por outro nome: Dr. Seuss.

E ele provou algo que o cérebro humano resiste em aceitar: liberdade demais trava. Restrição liberta.

Parece contraditório, mas não é.

Quando você pode escrever sobre qualquer coisa, para qualquer pessoa, em qualquer formato, o cérebro congela.

São opções demais. E opções demais geram a mesma coisa que a mesa de 24 geleias gera: paralisia.

Quando você se força a escrever sobre um tema, com uma ideia, para uma pessoa, algo muda.

A profundidade aparece. O ângulo único surge. A voz fica mais nítida.

Entenda:

Quando falta matéria-prima, sobra criatividade. Quando o caminho fácil não existe, o cérebro é forçado a inventar um novo.

Sua newsletter funciona pela mesma lógica.

O criador que tenta cobrir 5 assuntos num email não é generoso. É raso.

O que escolhe um assunto e espreme até a última gota entrega algo que o leitor não encontra em nenhum outro lugar.

Dr. Seuss tinha o vocabulário inteiro da língua inglesa à disposição. Usou 50 palavras. E criou algo que 8 milhões de pessoas compraram.

Sua newsletter não precisa de mais temas. Mais seções. Mais links.

Precisa de menos espaço para se esconder.

Sua Voz é o Filtro

A água suja saiu.

As ideias óbvias foram descartadas.

A restrição forçou profundidade.

O que sobra depois de tudo isso?

Você.

Sua história. Seu olhar. A conexão que só o seu cérebro faria entre duas coisas que ninguém mais juntaria.

Criatividade numa newsletter nunca foi sobre inventar algo do zero. Ninguém inventa do zero. Nem Sheeran. Nem Seuss. Nem você.

Criatividade é filtrar o que já existe pela lente da sua experiência.

O mesmo tema que 50 pessoas cobrem no seu nicho, contado de um jeito que só você contaria. Com a metáfora que só você usaria. Com a história que só você viveu.

Pensa no café.

Grão de café é commodity. Qualquer fazenda produz. Qualquer marca vende. O quilo custa centavos.

Mas o mesmo grão, passado por um filtro específico, numa temperatura específica, por uma mão específica, vira um espresso de R$ 15 numa cafeteria que tem fila na porta.

O grão não mudou. O filtro mudou tudo.

Seu conhecimento é o grão. Todo mundo no seu nicho tem acesso ao mesmo.

Sua voz é o filtro. E esse, ninguém replica.

O criador que tenta ser original sofre, porque originalidade pura não existe.

O criador que passa o comum pelo seu filtro pessoal cria algo que parece original, porque ninguém mais tem aquele filtro.

Ed Sheeran não inventou acordes novos. Usou os mesmos que existem há séculos. Mas o jeito dele combinar, cantar e sentir esses acordes criou músicas que bilhões de pessoas reconhecem nos primeiros 3 segundos.

Sua newsletter não precisa de mais ideias.

Precisa de uma ideia que só você teria, repetida até virar assinatura.

Grande abraço,

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